Hotel Vinícola
COMPLEXO ENOTURÍSTICO ALTO DAS NEVES - HOTEL
complexo enoturístico
Ano de projeto: 2019  
Área: 9.394,79m² 
Localização: Vale dos Vinhedos | Bento Gonçalves | RS | BR
Equipe de projeto: Arq. Alexandre R. Prass, Arq. Bruno de A. Carneiro, Arq. Filipe S. Santos, Arq. Miguel del Río, Arq. Renata P. Beck.
Colaboradores: Acad. Rafael Guadagnini, Acad. Renata Saffer, Acad. Vitória kempfer, Acad. Thomas Weirich, 
Imagens: Kadstudio; Thomas Weirich
Participaram conosco neste projeto: F'LUXO Exclusive, Fernandes Machado Business Law, Gnatta Imoveis, Gestão Empresas, Weber Contabilidade. 

IMPLANTAÇÃO

O Complexo está inserido em um lote de aproximadamente 11ha, de formato retangular, com 100m de frente e 1,1 km de extensão. A topografia acidentada ascende 90m a partir do acesso e na metade do terreno inicia um declive de 70m até o limite de fundos da propriedade. Estas condicionantes de linearidade e ondulação topográfica, somados a integração das edificações no terreno e a valorização da paisagem do Vale dos Vinhedos, foram os elementos que estabeleceram a implantação do programa no Complexo.

Composto por cinco edificações, o programa leva em consideração as peculiaridades do programa de cada uma e suas relações individuais com a paisagem para determinar suas implantações. Vinícola, Vinho Bar, Restaurante e Hotel foram localizados na parte superior do terreno, formando um arco em direção aos visuais, enquanto o Hotel e a Capela estão localizados mais ao fundo, primando pela privacidade.

A materialidade do conjunto, pedra, madeira e concreto, tem o propósito de integrar-se nas tonalidades da paisagem e fazer uma releitura das construções tradicionais da região que formam a identidade do Vale dos Vinhedos.

O HOTEL

O projeto do hotel tem como premissa ser um local de integração entre a natureza exuberante da Serra Gaúcha e o conforto de um hotel de excelência, aliando ambientes sofisticados com a beleza natural e a tranquilidade do clima serrano. O hotel está localizado no nível mais alto do terreno e é uma reinterpretação contemporânea das edificações rurais do local, buscando conectar as pessoas à vida cotidiana circundante.

Composto por 5 edifícios dispostos de forma escalonada e entrelaçada no terreno, o hotel minimiza o seu impacto visual na paisagem ao mesmo tempo em que cria diferentes platôs de contemplação. O entrelaçamento das edificações também conforma grandes jardins internos amplos e vibrantes, onde estão localizadas as circulações que atendem os 51 quartos do hotel. Estes corredores envidraçados permitem com que os hóspedes estejam sempre em contato com a natureza. O trajeto até os cômodos torna-se então um prazeroso caminhar em meio aos jardins.

Os quartos, localizados nos níveis mais baixos do hotel, variam em dimensão e forma, e possuem, cada um, visuais únicos do terreno acidentado graças às grandes aberturas cuidadosamente dispostas em cada um dos quartos.Nos níveis mais altos da edificação estão localizados o hall de acesso, a recepção, a área de spa, piscina, restaurante e o bistrô. Todos vinculados diretamente às grandes áreas de terraço voltadas para a paisagem. 

Da piscina, localizada no nível mais alto do hotel, é possível visualizar toda a complexa disposição de edificações que compreendem o hotel, desde os amplos jardins internos até os diferentes terraços. A área do spa, cuidadosamente inserida no hotel, alia ambientes privados e intimistas à natureza abundante do local.

A edificação propriamente dita é composta por materiais rústicos que remetem à cultura local; o concreto, a pedra, a madeira e a granilite. A lógica de construção é uma combinação de diferentes características das casas rurais tradicionais da serra gaúcha. Por conta disso, a base do edifício é construída com pedras do local, integrando o edifício à paisagem, tornando-o parte do ambiente. 

A estrutura de concreto dos andares seguintes é moldada “in loco” utilizando formas com tábuas de madeira dispostas verticalmente, o que remete às estruturas de madeira vernaculares típicas das casas da serra gaúcha. O piso em granilite, uma combinação do piso de concreto e pedriscos de pedras locais, também remete à técnica utilizada nas antigas residências da região.